todos os dias de manhã acordava com o sol beijando seu rosto.
assim, aquecia os pés entre o mar de grãos de areia e enchia o peito com o azul do céu.
o mundo de água lavava a alma e o sal renovava as energias.
vez ou outra, apitava, como pequenas surpresas, a saudade.
sentia o vento jogar os cabelos para trás. brisa de mar. e através de um tapete de estrelas assistia a lua sorrindo.
hoje, você é minha.
27.2.09
18.2.09
sobre o essencial:
-
renovar as energias com muito sal.
"mas ela caminhava para frente,
sempre para a frente,
como se anda na praia,
o vento alisando o rosto,
levando para trás os cabelos."
clarice lispector.
renovar as energias com muito sal.
"mas ela caminhava para frente,
sempre para a frente,
como se anda na praia,
o vento alisando o rosto,
levando para trás os cabelos."
clarice lispector.
8.2.09
(im)plícito.
mão. cabelo. arrepio.
boca. arrepio. pescoço.
perna. mão. arrepio.
arrepio. toda. arrepios.
boca. arrepio. pescoço.
perna. mão. arrepio.
arrepio. toda. arrepios.
4.2.09
inacreditável.
"mas que funda alegria ser mãe.
mãe é doida.
é tão doida que dela
nasceram filhos."
clarice lispector.
mãe é doida.
é tão doida que dela
nasceram filhos."
clarice lispector.
2.2.09
pra bom entendedor...
da coxia, o espetáculo é sempre
mais engraçado,
mais significativo,
mais dramático,
e pra mim,
mais bonito.
mais engraçado,
mais significativo,
mais dramático,
e pra mim,
mais bonito.
31.1.09
pra mim.
"certa vez, sentado em um promontório,
ouvi uma sereia montada no dorso de um golfinho
pronunciar sussurros tão doces e harmoniosos
que o rude mar tornou-se dócil à sua canção,
e algumas estrelas despencaram loucamente de suas esferas
para ouvir a música da moça do mar."
(willian shakespeare - sonho de uma noite de verão, ato II.)
ouvi uma sereia montada no dorso de um golfinho
pronunciar sussurros tão doces e harmoniosos
que o rude mar tornou-se dócil à sua canção,
e algumas estrelas despencaram loucamente de suas esferas
para ouvir a música da moça do mar."
(willian shakespeare - sonho de uma noite de verão, ato II.)
16.12.08
calou.
eu amo tudo o que foi,
tudo o que já não é,
a dor que já me não dói,
a antiga e errônea fé,
o ontem que dor deixou,
o que deixou alegria
só porque foi, e voou
e hoje é já outro dia.
fernando pessoa.
tudo o que já não é,
a dor que já me não dói,
a antiga e errônea fé,
o ontem que dor deixou,
o que deixou alegria
só porque foi, e voou
e hoje é já outro dia.
fernando pessoa.
11.12.08
sobre o que acontece.
"há uma primavera em cada vida:
é preciso cantá-la assim florida,
pois se deus nos deu voz, foi para cantar!
e se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
que seja a minha noite uma alvorada,
que me saiba perder, para me encontrar."
florbela espanca.
é preciso cantá-la assim florida,
pois se deus nos deu voz, foi para cantar!
e se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
que seja a minha noite uma alvorada,
que me saiba perder, para me encontrar."
florbela espanca.
3.12.08
me and cinderella.
-
"hey, come on try a little
nothing is forever
there's got to be something better than
in the middle."
28.11.08
eu tô falando é de sonho.
-
"há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora; e um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse, que nunca é o que se vê quando se abre a janela."
alberto caeiro.
"há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora; e um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse, que nunca é o que se vê quando se abre a janela."
alberto caeiro.
25.11.08
19.11.08
hoje, contei pras paredes.
-
"tinha suspirado. tinha beijado o papel devotamente. era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades. e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas. como um corpo ressequido que se estira num banho tépido. sentia um acréscimo de estima por si mesma. parecia-lhe que entrava, enfim, uma existência superiormente interessante. onde cada hora tinha o seu encanto diferente. cada passo conduzia a um êxtase. e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações."
"tinha suspirado. tinha beijado o papel devotamente. era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades. e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas. como um corpo ressequido que se estira num banho tépido. sentia um acréscimo de estima por si mesma. parecia-lhe que entrava, enfim, uma existência superiormente interessante. onde cada hora tinha o seu encanto diferente. cada passo conduzia a um êxtase. e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações."
13.11.08
pensando demais.
"... remexa na memória, na infância, nos sonhos, nas tensões, nos fracassos, nas mágoas, nos delírios mais alucinados, nas esperanças mais descabidas, na fantasia mais desgalopada, nas vontades mais homicidas, no mais aparentemente inconfessável, nas culpas mais terríveis, nos lirismos mais idiotas, na confusão mais generalizada, no fundo do poço sem fundo do inconsciente: é lá que está o seu texto. sobretudo, não se angustie procurando-o: ele vem até você, quando você e ele estiverem prontos."
caio fernando abreu.
caio fernando abreu.
12.11.08
um sopro de vida.
" (...) mas, mesmo assim, me surpreendo como é que hoje já é maio, se ontem era fevereiro? cada minuto que vem é um milagre que não se repete."
clarice lispector.
clarice lispector.
11.11.08
7.11.08
sobre o tempo.
...e ando ainda atrás
desse tempo ter
pude não correr
dele me encontrar...
rodrigo amarante.
desse tempo ter
pude não correr
dele me encontrar...
rodrigo amarante.
29.10.08
fato.
"porque você não pode voltar atrás no que vê. você pode se recusar a ver, o tempo que quiser: até o fim de sua maldita vida, você pode recusar, sem necessidade de rever seus mitos ou movimentar-se de seu lugarzinho confortável. mas a partir do momento em que você vê, mesmo involuntariamente, você está perdido: as coisas não voltarão a ser mais as mesmas e você próprio já não será o mesmo."
caio fernando abreu.
caio fernando abreu.
16.10.08
sequência.
"não sei como me defender dessa ternura que cresce escondido e, de repente, salta para fora de mim, querendo atingir todo mundo."
.
caio fernando abreu.
.
caio fernando abreu.
14.10.08
das lições da vida.
"porque esse talvez seja o único remédio quando ameaça doer demais: invente uma boa abobrinha e ria, feito louco feito idiota, ria até que o que parece trágico perca o sentido e fique tão ridículo que só sobra mesmo a vontade de dar uma boa gargalhada."
caio fernando abreu.
caio fernando abreu.
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