22.4.09
paradoxo.
"lava devagar o rosto na água do arco-íris. bebe seu chazinho de pétalas de rosa branca – amarela não, que dá azia. escova devagar as asas, pluma por pluma. só depois de bem bonita é que bate de leve na porta da nuvem ao lado."
caio fernando abreu.
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funciona assim:
delicadezas atrevidas.
sutilezas ousadas.
objetivo entrelinhas.
subjetivo escancarado.
contraposições balanceadas.
simples, por si só.
só escuta quem enxerga com os olhos do coração
e só vê, quem escuta com a alma.
20.4.09
nesta manhã, eu recomeço o mundo.
"por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum."
caio fernando abreu.
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coisas macias.
19.4.09
elegante.
" porque você não consegue ver além do chão, porque você acha que as coisas só tem um lado, esse que o seu olho sujo vê. você é exatamente igual a esse cinzentos todos que estão lá fora. a gente só consegue ver o que está dentro da gente. e você só consegue ver o sujo, o feio e o doente das coisas. tudo isso está dentro de você, na sua mente, na sua cuca. aqui. a sua cuca é que é feia, suja e doente. nada é horrível, nada é maravilhoso. o seu olho daqui é que transforma tudo. o seu jeito de olhar. o que acontece é que você ainda não aprendeu a olhar."
c.f.a
frames.
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absorção constante. conhecimento intenso. produção incansável.
charme absoluto. conquista enraizada. sentidos aguçados.
essência única. olhar direcionado. dedos com asas.
pensamentos metaforizados. inspiração alheia. apropriação desmedida.
inversão calculada. sorrisos escancarados. pequenas felicidades certas.
olho. fecha. abre. boca. solta. sentimento. guardei. guardado.
absorção constante. conhecimento intenso. produção incansável.
charme absoluto. conquista enraizada. sentidos aguçados.
essência única. olhar direcionado. dedos com asas.
pensamentos metaforizados. inspiração alheia. apropriação desmedida.
inversão calculada. sorrisos escancarados. pequenas felicidades certas.
olho. fecha. abre. boca. solta. sentimento. guardei. guardado.
18.4.09
despretensioso.
"ando com uma felicidade doida,
consciente do fugaz,
do frágil."
c.f.a
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horinhas de descuido.
14.4.09
dentro das cores.
" o meu desejo de colorir borra a parede dele
com tinta fresca
asas imaginadas, pés fora do chão,
tudo muito branco de paz por dentro."
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eu queria morar em uma caixinha de lápis de cor.
cada dia, ia ser de uma cor.
13.4.09
fluidez.
"(...)quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão(...)"
baudelaire.
-
acho o tempo derretendo incrivelmente atraente.
8.4.09
atrás das cores.
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acordou branca. e um dia azul, com rajadas de preto.
intrinsecamente era vermelho.
e a sua volta, amarelo. escalafobético. e também muito laranja.
falava azul claro. e lia verde. entrelinhas, era muito rosa.
e tinha vontades roxas. e pensamentos beges.
e palavras prateadas e sentidos multicor.
5.4.09
é quando é sincero.
"comigo você falará sua alma toda, mesmo em silêncio. eu falarei um dia minha alma toda, e nós não nos esgotaremos porque a alma é infinita. e além disso temos dois corpos que nos será um prazer alegre, mudo, profundo."
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muitas conclusões cheias de sufixos.
-
muitas conclusões cheias de sufixos.
4.4.09
31.3.09
enlouquecer.
"(...)ele ergueu os olhos e, diante de meu rosto angustiado, entrefechou-os, analisando-me, compreendendo-me. houve um longo minuto de silêncio. eu esperava e tremia. sabia que esse instante era o primeiro realmente vivo entre nós, o primeiro que nos ligava diretamente. aquele momento me separava de súbito de todo o meu passado e numa singular previsão adivinhei que ele se destacaria como um ponto vermelho sobre todo o decorrer de minha vida.
eu esperava e na expectativa, todos os sentidos aguçados, eu desejaria imobilizar todo o universo, temendo que uma folha se movesse, que alguém nos interrompesse, que minha respiração, um gesto qualquer quebrasse o feitiço do momento, desvanecesse-o e fizesse-o cair novamente na distância e no vácuo das palavras. o sangue latejava-me surdamente nos pulsos, no peito, na testa. as mãos geladas e úmidas, quase insensíveis. minha ansiedade deixava-me numa tensão extrema, como pronta para me atirar num sorvedouro, como pronta para enlouquecer."
c.l.
-
enlouquecer de sentidos, é cheio de sentido.
eu esperava e na expectativa, todos os sentidos aguçados, eu desejaria imobilizar todo o universo, temendo que uma folha se movesse, que alguém nos interrompesse, que minha respiração, um gesto qualquer quebrasse o feitiço do momento, desvanecesse-o e fizesse-o cair novamente na distância e no vácuo das palavras. o sangue latejava-me surdamente nos pulsos, no peito, na testa. as mãos geladas e úmidas, quase insensíveis. minha ansiedade deixava-me numa tensão extrema, como pronta para me atirar num sorvedouro, como pronta para enlouquecer."
c.l.
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enlouquecer de sentidos, é cheio de sentido.
30.3.09
o luar.
"(...) esse luar mais branco que o rosto de um morto, tão distante e silencioso, esse luar assistiu aos gritos dos primeiros monstros sobre a terra, velou as águas apaziguadas dos dilúvios e das enchentes, iluminou séculos de noites e apagou-se em seculares madrugadas... pense, meu amigo, esse luar será o mesmo espectro tranquilo quando não mais existirem as marcas dos netos dos seus bisnetos. humilhe-se diante dele. você apareceu um instante e ele é sempre."
clarice lispector.
clarice lispector.
25.3.09
mal de muitos.
"cada pessoa é um mundo. cada pessoa tem sua própria chave e a dos outros nada resolve, só se olha para o mundo alheio por distração, por interesse, por qualquer outro sentimento que sobre nada e que nos é vital, o "mal de muitos" é consolo, mas não é solução."
clarice.
clarice.
não entra não.
"este momento era único -
e ela teria durante a vida milhares de momentos únicos."
clarice, a lispector.
-
é lá que eu me encontro.
e ela teria durante a vida milhares de momentos únicos."
clarice, a lispector.
-
é lá que eu me encontro.
22.3.09
fecha os olhos.
não é só sobre o que se está vendo
é sobre o que se está ouvindo quando se está vendo
não é só sobre o que se está ouvindo quando se está vendo
é sobre o que se está sentindo quando se está ouvindo o que se está vendo
não é só sobre o que se está sentindo quando se está ouvindo o que se está vendo
é sobre o que se pensa quando se está sentindo o que se está ouvindo quando se está vendo
não é o que se pensa quando se está sentindo o que se está ouvindo quando se está vendo
não é o que se está sentindo quando se está ouvindo o que se está vendo
não é o que se está ouvindo o que se está vendo
é só o que se vê
luiz zerbini.
19.3.09
única.
"e suspeitou: por mais que tentasse racionalizá-la ou enquadrá-la, ela sempre ficaria muito além de qualquer tentativa de racionalização ou enquadramento."
c.f.a.
c.f.a.
18.3.09
12.3.09
4.3.09
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