às vezes, o tempo não cura.
19.9.11
pra nunca mais soltar.
olhou fixamente em seus olhos durante alguns pares de segundos...
segurou suas mãos como quem segura um sonho, e suspirou:
- 'a porta está aberta e eu já estou lá dentro. é só você entrar!'
lágrimas doces lavaram o rosto daquela menina,
que entrou sem olhar para trás.
30.8.11
16.6.11
'guardo meu amor por dentro. é precioso.'
enquanto ela passava, ele disse assim:
'daquelas que se vê, sem dizer uma sequer palavra.'
- e, contemplou.
'Ela era mais que linda.
Era viva, sarcástica, tensa, confusa.
Meio desmedida. E rainha.'
Caio Fernando Abreu
Era viva, sarcástica, tensa, confusa.
Meio desmedida. E rainha.'
Caio Fernando Abreu
19.4.11
sorrindo por ai.
das delicadezas que a vida ensina, o mais bonito sempre fica:
laços também são formas de abraço.
'é assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.'
|mário quintana|
23.3.11
tudo é degrau, tudo eleva.
e um jeito de quem, distraidamente, costura cinco sentidos aos pequenos detalhes.
"Sofro por causa do meu espírito de colecionador-arqueólogo.
Quero pôr o bonito numa caixa com chave
para abrir de vez em quando e olhar."
Adelia Prado.
10.1.11
mas eu vivo pra sentir.
é preciso entender as artimanhas do tempo:
a hora certa sempre chega.
'desculpa, nada é pouco quando o mundo é meu!' |clarice lispector|
27.12.10
11.12.10
começar é optar.
escolheu (a dedo) o short mais confortável.
sacudiu os cabelos, ainda molhados.
vestiu um sorriso e foi viver.
o céu estava lindo!
'A minha intimidade?
Ela é máquina de escrever.
Sinto um gosto bom na boca quando penso.'
Clarice Lispector
22.11.10
nos pequenos detalhes, em cada momento.
naqueles dias,
a felicidade nada mais era
a felicidade nada mais era
que a ansiedade
entre um suspiro e outro.
entre um suspiro e outro.
"Alegre era a gente viver devagarinho, miudinho,
não se importando demais com coisa nenhuma.
não se importando demais com coisa nenhuma.
Felicidade se acha é só em horinhas de descuido.”
Guimarães Rosa
1.11.10
10.10.10
e golpes de fé irracional.
daquilo tudo o que mais gostava
era a certeza incerta da delícia do próximo instante,
a cada instante.
"e o próximo instante, eu sei, é quase lá..."
26.9.10
e, como se sabe, para sempre não acaba nunca.
às vezes, quando tenho uma tristeza,
a lua me namora mais de perto.
"a prova de que estou recuperando a saúde mental, é que estou cada minuto mais permissiva: eu me permito mais liberdade e mais experiências. e aceito o acaso. anseio pelo que ainda não experimentei. maior espaço psíquico. estou felizmente mais doida."
Clarice Lispector
14.9.10
quero entender um pouco.
ficar de coração leve é vida.
"às vezes, eu vejo até o riso contido do que não tem coragem de rir."
19.8.10
as coisas mais incríveis acontecem lá no fundo.
abriu as janelas e as portas também.
deixou a luz entrar
e lavar tudo aquilo que andava frio demais.
é que agora,
ela não queria mais guardar.
é tempo de meio silêncio.
16.8.10
ir ao começo das coisas já é chegar ao fundo.
vai menina, levanta.
sacode a poeira e abre os abraços.
depois?
depois é sei lá.
e no rosto, um buquê de sorrisos.
5.8.10
com a calma e a clareza que tem.
para ser livre, é preciso amar o vazio.
é que o espaço da liberdade é a ausência de certezas.
e um ar vitorioso de quem recupera sorrisos no final.
3.8.10
2.8.10
Era como se os olhos quisessem segurar a lindeza do instante um bocadinho.
“ela é uma moça de poses delicadas,
sorrisos discretos e olhar misterioso.
ela tem cara de menina mimada,
um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor,
um jeito encantado de ser, um toque de intuição
e um tom de doçura.
ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude,
uma solidão de artista e um ar sensato de cientista.
ela é intensa e tem mania de sentir por completo,
de amar por completo e de ser por completo.
dentro dela tem um coração bobo,
que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez.
ela tem aquele gosto doce de menina romântica
e aquele gosto ácido de mulher moderna.”
Caio Fernando Abreu
28.7.10
somos assim, sonhamos o vôo.
foca e sente, laura,
que a vida é sagaz e gosta de jogar.
às vezes, laura, o jeito mais bonito de continuar é parar.
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