19.10.09

um jeito de ver beleza nas coisas.


eram delicadezas feito essas que  faziam os suspiros.
ficava lembrando delas várias vezes por dia,
eram seus pequenos prazeres.

18.10.09

as pessoas são sempre o que de melhor existe.


quando viu aquela roda, tão grande, abriu os braços e se deixou levar.
ficou parada bem lá no meio, recebendo cargas de amor enquanto girava.

16.10.09

um tempo novo, eu cantava.


hoje, abraçou bem forte uma árvore 
e renovou todo o de dentro.
estampou sorrisos no rosto 
e saiu pulando por ai. 

15.10.09

e ama.



depois que aprendeu a escutar os caminhos, levava a vida devagar
e possibilidades na sacola.

14.10.09

e sim outra coisa.



separou a dedo cada um deles: é que aprendeu que só precisa escutar os caminhos.

13.10.09

o que de melhor existe.



depois que descobriu que as palavras enviadas pelo vento têm muita força, guardava todas.



 

12.10.09

deixar só o verde, o vivo.



quando a curiosidade é espera ansiosa de criança, 
que a pressa seja de somar sorrisos.


10.10.09

há que ser medida pelo encantamento.


eram noites com nuvens curiosas onde o tempo encostava sua pele, acalmavam o mundo de fora e despertavam o de dentro:
chamava de intensas.


9.10.09

lê a energia das vontades.


depois de muito treino, aprendeu a dançar por dentro. 
e via música pra todos os lados.

8.10.09

anoitecer dançando.


e quando os pés têm fome de liberdade, deixa voar.

7.10.09

não importa para onde a gente aponte.





enquanto a chuva desaba, lava alegrias: tem um varal especial para pequenos detalhes.

6.10.09

uma alegria de se entornar.


foi mesmo por um comichão de urgência, um desasossego de seguir a sequência passo a passo,
uma ânsia de se mover por dentro.

É que gostava daquelas ventanias poderosas, que desorganizam e reorganizam a gente por dentro.

5.10.09

matéria-mágica que se me dá.



tenho mesmo que ir, seu moço. é que o tempo, que a gente não vê passar, passa assim mesmo e não manda lembranças.
sigo atenta com ele, tenho pressa de vida.

3.10.09

apenas pelo prazer de mergulhar.


viu caminhos nas vírgulas e decidiu trocar pontos finais por reticências: tinha os braços por demais pequenos para o tanto de mundo que desejava abraçar. Continuava esticando...

a vida grita.


vezenquando criava cantos: sentava no banco só pra ver a roda girar, achava bonito ver as coisas de outros ângulos. esses eram os momentos em que fabricava espaços de
res

pi

ro
.

2.10.09

começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam.




acordou com cazuza soprando ao pé do ouvido: "quem tem um sonho não dança..."
decidiu fazer um quintal para plantar seus sonhos.

1.10.09

dar voltas.




... e brindou: a dias mais leves.

30.9.09

cheia de apetrechos.



de um modo simples mistura cheiros espalhados, olhares variados e sorrisos sortidos. sopra. depois, guarda tudo na caixinha escrito: maquiagem à prova de tempo.

28.9.09

ainda há surpresas.


nos dias especiais, senta e organiza pensamentos em fileiras. vez e outra encaixa ideias brilhantes. passa horas, a fio. e vai tecendo dia-a-dia entre cotidianices.

alimentar com flores.


cometia pequenos crimes, sem culpa alguma: gostava de matar saudades.

27.9.09

esse olhar sobre as coisas.


aprendeu a parar o tempo e ensinou como é que se faz: focou o referencial e posicionou o ponto de vista. juntou tudo o que precisava no mesmo quadro e, guardou o plano. era assim que fazia para deixar as coisas mais bonitas, funcionava.

25.9.09

poeira dourada.


para quebrar o azul: dis-sol-via.

24.9.09

resolvi andar.

-
delicada, carrega uma vontade enorme nas mãos, e todos os sentimentos do mundo. determinação e curiosidade nunca faltam, nem mesmo quando a preguiça insiste em ficar. leva o arco-íris em cada fio de cabelo e nos olhos, tudo o que cintilar. tem medo de reviravoltas muito bruscas, mas coragem suficiente para enfrentá-las. gosta de vermelho, roxo, cores, rimas, brisa fresca, sombra, música, violão, flores, arte, cinema, abraço, cheiros e tudo mais que provoca arrepios. procura sempre pela próxima poesia que a espera na esquina. e, quando encontra com si mesma, escreve. e como escreve. se entrega nas menores coisas, aprendeu que é assim que se descobre os pequenos prazeres. se preocupa um tanto com o futuro, mas não esquece que ele depende do agora. fica por demais feliz quando consegue levar alegria a alguém. cultiva jardins secretos e colhe bem-me-quer. algumas vezes, tem nuvens demais nos pés. gosta de descansar do chão. é muito mais chegadas que partidas, muito mais lua que sol. tem dias que amanhece urgências e inaugura noites. se equilibra na linha tênue, sem perder o compasso. leva uma certeza no bolso: guardar o tempo, ajuda a traçar o contorno da vida.

23.9.09

com um grão de realidade, traça contornos.

-
entre tantas coisas, ela tinha um pedaço nesse mundo:
com uma varanda na boca e muitos sonhos nas mãos. um olhar que abraça com vontade e brilha muito, cintila. uma saudade doce e uma espera ansiosa que toda crinça sabe ter. e uma vontade daquelas que não cabem dentro, vão tomando conta e acabam se instalando ali por fora mesmo. pinta sorrisos, tece lágrimas, arranha-céus. consegue provocar a maior variedade possível de se conjugar o mesmo verbo intransitivo: amor.

22.9.09

mas de repente tudo já não cabia mais só dentro.

-
concisa, jogou dentro de um saco - farpado - todo olho gordo praga feitiço. já tinha aprendido que isso só pega quem acredita ou pensa que. quando sentir o mundo passa a ser fundamento, a vontade de querer as pessoas dispara. e fica fácil entender como a engrenagem funciona: movimentando essências que se expandem em todas direções. corria, pegava o frasco e misturava grandezas de dentro.

muito perto da magia.


-
descobriu o sabor do cheiro e aprendeu a dançar os momentos. as vezes, a melodia era tão bonita que parava só para ouvi-la. era incrível pensar que sempre teria esse mesmo olhar sobre as coisas: cultivar jardins secretos é preciso.



*caixinha de música: smashing pumpkins - disarm.

a passos largos.



-
enquanto cata-ventos procura rede-moinhos.








*o que toca: moby - why does my heart feel.

21.9.09

é aprender como dançar na chuva.



-
dia desses ficou peneirando sol. porque era assim que escolhia caminhos, através dos raios de luz coados pela janela.







"ponho todos os cristais ao sol de sábado."

caio fernando abreu.


*o que toca: the killers - mr. brightside.

20.9.09

porque o que há de ser tem muita força.


-
para saber o quanto cabe num olhar ficava redescobrindo felicidades. subia todos os andares dumavez, pulava degraus. quando chegava no topo: recuperava sorrisos.








"manda-me tudo pelo vento: envolto em nuvens, selado com estrelas
tingido de arco-íris, molhado de infinito (lacrado de oriente, se encontrares)."

caio fernando abreu.



*o que toca: kate nash - foundations.

18.9.09

desse lugar qualquer que eu não sei, nem você.



-
adormeceu reticências e acordou exclamações em um dia cheio de vírgulas. pequenos mistérios espalhados pelo ar.







"não tenha medo de eu ser assim tão agora. nem desse meu agora ser do tamanho do mundo."

tati bernardi.



*o que toca: jamiroquai - virtual insanity.

17.9.09

o céu rodava junto.

-
quando as noites são dias inventados,
os sorrisos se fundem no escuro.








"e quando finalmente caía de costas sobre a grama, o céu e a terra de repente se misturavam."

caio fernando abreu.




*o que toca: aesop rock - none shall pass.

16.9.09

não, não pergunte nada. pense apenas que.

-
aprendeu a colecionar gostares. trocar olhares e completar sorrisos. descobriu que agregar é suave. e preciso.





"palavras não descrevem os olhos, as bocas, os braços e abraços, nem a alegria até então desconhecida, surgida de um (re) encontro. pra quem, há dias atrás, refletia tanto as obras do acaso, hoje compreende que realmente, o acaso não passa de um simples nada, e acredita em algo bem maior que isso. que levará à um próximo reencontro, sem sombra de dúvidas. mas até lá, todas as músicas cantadas estarão na mente, todos os sorrisos que ainda não acreditavam no que estava acontecendo, todos os olhares que transpareciam toda a magia do momento."

caio fernando abreu.


*o que toca: lauryn hill - can't take my eyes off of you.

15.9.09

parecia que uma coisa de dentro ia para longe.

"desde o início, embora tudo pudesse continuar a ser somente loucura, vontade de voar, eu nada tinha a perder perseguindo uma canção, razão de viver."

caio fernando abreu.








-
nesses dias queria voar. e encostar as pontas dos dedos lá em cima.
era vontade de se fundir com o azul do céu.


*o que toca: the temptations - my girl.

14.9.09

a felicidade é simples.

-
sentia uma saudade do que ainda não tinha sido. vezenquando gostava de ficar lá, estalando pensamentos. esperava a vontade acordar, com uma ansiedade de criança. porque depois, fazia pedidos e realizava desejos.









"como diria ou gritaria ou uivaria robert plant “com apenas uma palavra ela consegue o que veio buscar.
 e ela está comprando uma escadaria para o paraíso”. as coisas são como são. na hora certa. e foda-se."

tati bernardi.



*o que toca: empire of the sun - eclipse broadcast.

13.9.09

esplêndido, o adjetivo é esse.

-
adorava os dias em que acordava sentindo o cheiro da calda de morango que sua mãe fazia. era domingo. e domingo que começa com cheiro doce é sempre mais bonito. eram esses dias, tão vermelhos, que ela guardava na caixinha junto com todas as coisas eternas.



"coisas claras, panos brancos, incensos e flores."

caio fernando abreu.



*o que toca: red hot chili peppers - road trippin.

11.9.09

o resto é engano.

-
abria os braços e ficava na ponta dos pés.
tinha dias que tirava para contar quantas histórias cabiam em uma ideia.

foi assim que aprendeu a guardar o tempo.




"parado ali no chão, eu sentia que dentro de mim alguma coisa estava nascendo. ou pressagiava o que viria também de fora e seria completo, pois são completas as coisas quando acontecem depois de anunciadas por dentro, criando um estado capaz de receber o que virá de fora."

caio fernando abreu.



*o que toca: kings of leon - black thumbnail.

10.9.09

mas tudo é muito longo, eu sei.

-
gostava de regar relâmpagos. de tão intempestivos.
achava curioso acompanhar o acalmar.
mas bonito mesmo, era quando repousava os ouvidos bem perto de cada detalhe peculiar que compunha aquela música.



"que deixe material para o baú da memória, penso sempre assim."

caio fernando abreu.



*o que toca: pearl jam - themor christ.
*recomendo: up - altas aventuras

8.9.09

eu queria só exceções.


-
ainda não haviam inventado nada mais bonito que sorrisos.
e nem cor mais vibrante que o vermelho. nem nada melhor para os ouvidos que música. ou coisa melhor para o pescoço e para o corpo que banho de cheiro. para as mãos, ainda não fizeram nada melhor que entrelaçar. e para o nariz, nada melhor que beijos. em demasia, cabe a boca descobrir aos dedos sentir e aos olhos contar.


"essencial eram as coisas que coloriram a minha vida."

caio fernando abreu.




*o que toca: the cure - friday i’m in love.

uma paz enorme que eu chamo de felicidade.

"neste botânico setembro, que pelo menos você plante com eufórica emoção ecológica num pote de plástico uma flor de retórica."

carlos drummond de andrade.




-
desbaratinava.
gostava de despentear os cabelos,
porque era nessa dança que redescobria requintadas harmonias.
inaugurava seus paraísos secretos e convidava somente o que de dentro amanhecia.






*o que toca: radiohead - go to sleep.

7.9.09

de puro gosto, fica ainda mais azul.

"brotava um cheiro de tempo, muito doce, parecia poeira, mas poeira perfumada, e doce, doce, extremamente doce, tão doce que provocava vertigens..."

caio fernando abreu.



-
dormiu arrepios. amanheceu urgências.
mas depois que choveu sorrisos,
colheu bem-me-quer.









*o que toca: john frusciante - three toughts.

6.9.09

coisas que depois disponho pelos cantos.

"o resto é detalhe."

caio fernando abreu.


-
achava bonito sair por ai, colorindo vida.
carregava as palavras de essência e
depois, guardava margaridas no bolso:
era só fazer dançar as pontas dos dedos.





*o que toca: marisa monte - diariamente.

4.9.09

para todas as direções.

"tem que estar atento todo dia. descubro truques: gerânios e hortelã, que afastam as pragas."

caio fernando abreu.


-
quando tece tempo, prega estrela pássaro tempero.
lua flor sabor. mar voar cheiros. num segundo cabe o quanto que.


cabe o tempo inteiro.




*o que toca: radiohead - thinking about.

3.9.09

bons presságios: eu penso, eu acredito.

"não me deixe viver o que posso, que me seja permitido desaprender os limites."

fabrício carpinejar.


-
vivia somando.
achava bonita essa técnica.
somava beijos abraços sorrisos lágrimas desejos sonhos inspirações suspiros vontades fazeres cores curiosidades lugares novidades corações nuvens sabores mãos dedos cheiros flores encantos quereres desacabelos arrepios brisas aconchegos segredos mágicas lantejoulas purpurinas brilhos estrelas caminhos escolhas prazeres pérolas amores.

somava vida. acrescentava detalhes.


*o que toca: alanis morissette - so pure.

2.9.09

continua sempre muito forte.

"é como se eu visse o céu, planetas, cometas, constelações, objetos não identificados (...) basta estender a mão."

caio fernando abreu.


-
era quando sentia o vento fresco balançar os cílios. e um sopro ouriçar os pêlos. passeava pelos cinco sentidos e fazia desejos:
para a cabeça: brisa. para o nariz: beijo na ponta. para os ouvidos: música. para os olhos: estrelas. para a boca: prazeres. para os cabelos: descabelo. para o pescoço: cheiros. para o peito: aconchego. para as mãos: entrelaços. para a barriga: borboletas. para o quadril: ginga. para os joelhos: força. para os pés: nuvens.

depois era só fechar os olhos.


*o que toca: queens of the stone age - do it again.

1.9.09

e, um sorriso de mil anos.

"como bailarina de circo, uma das pernas equilibrada no fio do arame, a outra alongada no ar, as mãos inesperadamente donas do poder de iluminar as coisas, as pessoas."

caio fernando abreu.


-
trocava máscaras por pérolas
negativismo por sonhos
pezares por sorrisos
mentiras por cores
má vontade por danças
ofensas por inspirações


achava bonito ver o avesso da vida.


*o que toca: los hermanos - a flor.

31.8.09

sorriu ainda mais quando,

"meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. a brisa sopra..."

caio fernando abreu.


-
aprendeu que arrancar ervas daninhas era preciso. gostava de enterrar as que encontrava. jogava bastante terra. e continuava a andar. ia cavando buracos e plantava plantava plantava. regava e deixava ao sol. via crescer, e como crescia. enchia o peito de suspiros enquanto observava delicadamente as flores mais bonitas.




mas, bem mesmo fazia quando colhia o desabrochar.




*o que toca: radiohead - nice dream.

30.8.09

essa simples e tranquila alegria.

"coisas claras, panos brancos, incensos e flores."

caio fernando abreu.



-
em dias assim gostava de colecionar segundos diferentes.
porque depois, fazia mosáico do tempo.








*o que toca: radiohead - 2+2=5

29.8.09

bonito de se ver.

"pacientemente sentei e esperei que a chuva cessasse (...). o calor veio aos poucos e o céu foi limpando com o tempo (...). o meu céu ficou azul, então... e aqui já não chove mais."


-
porque é preciso esvaziar invernos e encher-se de sol.
é preciso fazer-se flor.










*o que toca: the gossip - standing in the way of control.

28.8.09

para sorrir de lado.

"tenho a impressão que alguma coisa muda e muda forte. não sei bem o quê."

caio fernando abreu.




-
esse jeito de ver além dos olhos, de ouvir além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio, tão clara.
porque a estrada vai muito além de.








*o que toca: feist - mushaboom.

27.8.09

e ir aonde o vento for.

-
essa coisa de pegar carona nas horas, definitivamente, não era com ela.
ela era muito agora.
e o agora dela, era do tamanho do mundo.









"certas coisas são tão evidentes, apesar de inexplicáveis, que a gente não pode deixar de acreditar."

caio fernando abreu.



*o que toca: gotan project - la viguela.

26.8.09

na pele, um segredo.

-
tem dia que as flores brotam de dentro.
é preciso encher-se de primaveras.










"enquanto dentro de ti ela se faz quase tangível de tão clara."

caio fernando abreu.




*o que toca: george michael - faith.

25.8.09

e não há lógica que faça desandar.

-
gostava de coisas pessoas situações que não limitavam.
achava bonito barco na correnteza aviãozinho de papel bolha de sabão.
ficava curiosa com a liberdade. e, completamente apaixonada com o verde de mãos dadas com o azul: a esperança, abraçando o infinito.



"mas tenho uma curiosidade imensa pelo que vai me acontecer,
pelas pessoas que vou conhecer, por tudo que vou dizer e fazer
e ainda não sei o que será."

caio fernando abreu.



*o que toca: jose gonzalez - heartbeats.

24.8.09

"o gosto é bom, eu te dizia. e não impede a asa..."

-
mas o plano que tinha era no tom.
abraçava a felicidade num aconchego sem fim.
porque pra ser feliz, era preciso muito pouco: era só estender as mãos.








"e sorriram, os olhos sorriram, por sobre a boca imóvel."

caio fernando abreu.




*o que toca: little joy - brand new start.

22.8.09

mas, absolutamente incrível.

-
quando era assim,
ficava com os olhos marejados.
mas não era salgado, feito lágrimas de mar.
era doce. tinha um gosto doce. feito rio. era calmo.
e ela ria grande. porque era ai, era ai que brotavam os espaços azuis.






"com a flanela elimino a poeira da luneta (...) para que não se embacem os astros, os destinos."

caio fernando abreu.




*o que toca: her morning elegance - oren lavie.

21.8.09

simples prazeres.

"sempre posso parar, olhar além da janela."

caio fernando abreu.











-
ela ficava ali no centro.
cercada de mãos, beijos, dedos e abraços.
dentro de tudo que cabia nela.
nem precisava abrir os olhos pra ver rodar.
e rodar, rodar, rodar.
feito uma ciranda. cheia de bem-me-quer.




*o que toca: two steps - dave mathews band.

20.8.09

"sê todo em cada coisa. " (f.p)

"continuo achando graça nas coisas, gostando cada vez mais das pessoas, curiosa sobre tudo, imune ao vinagre, às amarguras, aos rancores."

zélia gattae.









-
era lindo quando pescava certezas no olhar. sim sim.
e o que vinha depois: sorrisos que derreteriam até mesmo satélites.




*o que toca: dull life factory superstar - yeah yeah yes.

"aquela loucura de flores e cores do lado de fora era a vitória dela." (c.f.a)

"alice, alice, minha filha, quando é que você vai se convencer que não está mais do outro lado do espelho? (...) teve certeza. ou claras suspeitas. que talvez não houvesse lesões, no sentido de perder, mas acúmulos no sentido de somar? sim sim. transmutações e não perdas irreparáveis, alices-davis que o tempo levara, mas substituições oportunas, como se fossem mágicas, tão a seu tempo viriam, alices-davis que um tempo novo traria? não era uma sensação química. (...) estava exatamente como era, sem aditivos. vou-me embora, pensou: a estrada é longa."

caio fernando abreu.



-
fechou a janela e deixou a meia luz.
gostava de ficar ali, de olhos bem fechados.
escutando o som do ar, o tom da voz.
pequenos momentos atemporais.



*o que toca: do sétimo andar - los hermanos.

19.8.09

parece não comportar a sensibilidade.

-
em dias assim, gostava de apertar o pause. e gravar cada fração de cena. ficava toda boba quando conseguia guardar olhares e provocar sorrisos. passeava pelo tempo ali de dentro, sem se preocupar com a pressa de lá de fora. fazia disso tudo uma dança. uma dança, na qual o compasso era de batidas: tum tum, tum tum, tum tum.


"e uma corrente tão forte de amor e energia que amor e energia brotaram dentro de mim até tornaram-se uma coisa só. o de dentro e o de fora unidos em pura fé."

caio fernando abreu.




*o que toca: mapa do meu nada - cássia eller.

18.8.09

quem acredita sabe encontrar.

"... e agora começa a sorrir com uns-dentes-claros-muito-bons."

caio fernando abreu.







-
pra ela, abraços eram feito palavras ocultas.
em cada um deles descobria uma passagem secreta.
depois gostava de ficar ali, decifrando segredos.



*o que toca: snow - red hot chili peppers.

17.8.09

trajetos por teus fios.

"acordei sem a menor dificuldade, espiei a rua em silêncio, muito limpa, as azaléias vermelhas e brancas todas floridas. parecia que alguém tinha recém pintado o céu, de tão azul. respirei fundo. o ar puro da cidade lavava meus pulmões por dentro. setembro estava chegando enfim."

caio fernando abreu.


-
depois que descobriu que cada dia tinha um sabor,
se deliciava vivendo.





"então eu agradeço, eu tenho medo e espanto e terror e ao mesmo tempo maravilhamento e outras coisas com e sem nome, mas agradeço. aos deuses dos jardins, aos deuses dos homens, aos deuses do tempo e até aos das ervas daninhas que nos fazem lutar feito tigres feridos fundo no peito, sim, eu agradeço."

caio fernando abreu.




*o que toca: tangle up in plaid - queens of the stone age.

15.8.09

"- não está me reconhecendo? sou sempre eu."

"nunca tinha sido tão intenso, nem tão bonito. nunca tinha tido um jeito assim, tão forever."

caio fernando abreu.


-
hoje, abriu sua caixinha de segredos.
encontrou mãos que voam, sorrisos diversificados e
olhos que falam.

em demasia, o resto não sabia contar.




"pólen solto no ar."

caio fernando abreu.




*trilha: gatas extraordinárias - cássia eller.

14.8.09

tempo infinito num só, esse é o eterno.

-
quando acordava com os olhos cheios de estrelas,
gostava de deixar o vento a levar.
porque ela era leve. muito leve.









"deixa o vento soprar, let it be..."

caio fernando abreu.


*trilha: reckoner - radiohead.

13.8.09

num impulso aproximou ainda mais seu próprio rosto.

"...tão bonito, o outro rosto sob seus olhos."

caio fernando abreu.









-
pra ela, a melhor hora do dia
era quando ia procurar cenas em poças d'água.




*trilha: weird fishes - radiohead.

12.8.09

"se percebia pelo sutil entreabrir das pálpebras."

"viver é bom demais, dear deep. e veloz, meio gincana, às vezes. pegue tudo a que você tem direito, e nós temos direito a absolutamente tudo de bom."

caio fernando abreu.

-
era em momentos assim,
quando fazia releituras de olhares:
descobria espaços secretos.









"dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver."

caio fernando abreu.

11.8.09

faz parte do ciclo.

"tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. de sol quando acorda. de flor quando ri. ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda. ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. lambuzando o queixo de sorvete. melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. o tempo é outro. e a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver. tem gente que tem cheiro de colo de deus. de banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do papai noel. tem gente que tem cheiro das estrelas que deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na terra. ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. recebendo um buquê de carinhos. abraçando um filhote de urso panda. tocando com os olhos os olhos da paz. ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração. tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. do brinquedo que a gente não largava. do acalanto que o silêncio canta. de passeio no jardim. ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. corre em outras veias. pulsa em outro lugar. ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos deus está conosco, juntinho ao nosso lado. e a gente ri grande, que nem menino arteiro."

carlos drummond de andrade.


-
mas via algo único, ali.
todas as possibilidades do novo, acontecendo.
felicidades amanhecendo.

10.8.09

onde o que a gente é apareça.

"tudo é só estrada que corre e corre, e todas as estradas vão para o mesmo lugar. que as paisagens em volta desta estrada sejam belas, então. and that's enough."

caio fernando abreu.





-
e com os dois pés, bem cravados no chão.
ela caminhava sobre a linha, feito relógio.
sem perder o compasso.



"quero porque quero cultivar roseiras."

caio fernando abreu.

9.8.09

pai, tudo de bom.


-
desde pequena, sempre tive certeza.
todo pai é o que a gente quiser.
super-herói, mágico. um exemplo.
saber fazer do todo dia um algo diferente é lindo.
uma proteção que só cabe ai. um amor fundamental. infinito.



"eu disse que achava bonito e difícil ser um tecelão de inventos cotidianos."

caio fernando abreu.

7.8.09

de todos os lados, os de fora, os de dentro, de baixo e de cima.

-
quando era dia de pescaria, ficava toda alvoroçada.
fisgava estrelas, sorrisos e segredos.
depois, ficava ali. matando sua sede de vida.









"a vida grita."

caio fernando abreu.

6.8.09

esse era o segredo, nada mais.

-
foi pegando, uma a uma. guardou dentro da cápsula.
sacudiu, sacudiu, sacudiu.
abriu e, derramou só coração.








"dá um certo trabalho decodificar todas as emoções contraditórias,
confusas, somá-las, diminuí-las
e tirar essa síntese numa palavra só, esta: gosto."

caio fernando abreu.

5.8.09

porque tudo é vivo vibra brilha.

"sentia algo que não podia definir, como uma vontade louca de correr, de olhar o céu, o sol, as flores."

caio fernando abreu.







-
é que as surpresas plantadas no caminho que ela escolheu,
a faziam querer correr correr correr.
para olhar tudo, para sentir tudo, para ganhar tudo.
e era por isso que ela gostava daqueles (a)braços. os apertados.
porque era ali. era ali que ela encontrava tudo o que tinha de mais bonito na trilha.
e pedalava, corria, seguia. sem olhar para trás.


"aí de repente despencou uma baita estrela cadente,
quase do tamanho da lua, tão grande que cheguei a parar
pra ouvir o tchuááááááááááááááá da estrela caindo dentro do mar...
daí lembrei que podia fazer um pedido, ou três, não sei bem, a gente podia.

então peguei e fiz."

caio fernando abreu.

3.8.09

porque ultrapassa toda dança.

"me deu assim um disparo no coração, feito susto que não era bem susto, porque não tinha medo de nada. ou tinha: medo de uma coisa sem cara nem nome, porque não vinha de fora, mas de dentro de mim."

caio fernando abreu.




-
descobriu que a escada que existe dentro dela é encantada.
escolheu quando e como ia ser.
e foi. continuava subindo sem medo de perder o compasso, ou errar o passo.
era dela. e só.




"e — de repente — senti. estava tudo muito bonito,
e muitas vezes eu choro quando tudo está assim, bonito."

caio fernando abreu.

2.8.09

"e eu danço de olhos fechados, sem medo de perder o ritmo ou errar o passo."

"entenda, a vida tem me embalado de um jeito tão único
que só encontrei meus passos com total entrega.
quando desando, sei bem o que quero...
mas não sei se posso.
não quero licença para ser feliz.
não mais."

cecília braga.


-
de tanto ganhar segredos, ela aprendeu uma lição:
o que é bonito mesmo, de doer, vem de dentro.
porque por fora, tudo muda de cor.
é lindo, muito lindo. tão lindo de se ver.

31.7.09

era muito colorido, muito belo.

-
foram palavras macias.
era fácil perceber o que acontecia ali, era simples e muito bonito.
vinha de dentro. e tomava conta de fora.






"há algo de muito belo nisso."

caio fernando abreu.

radiohead.



"i saw a light coming home"

30.7.09

essa frugalidade das emoções.

-
segurou a linha com a ponta dos dedos.
e apertou o nó.
deu três sopros sorridentes, delicadamente.
e colocou dentro do bolso.

queria guardar, tudo o que cabia naquela linha.
tudo, tudo, tudo.





"eu fiquei olhando aquelas estrelinhas no céu do quarto,
sem entender nada."

caio fernando abreu.

29.7.09

só aquela ternura distraída.

-
mas, era feita de botões.
no desabrochar de cada um deles,
descobria pequenas particularidades de si mesma.
sorria, então.








"hoje fui ao cartomante poderoso.
ele garante: sim.
é risonho o meu futuro."

caio fernando abreu.

28.7.09

essa pequena epifania.

-
qual o sentido da vida?
a vida, vai pela esquerda.
um caminho deliciosamente sem volta.






"é tão bonito quando a gente vai à vida
nos caminhos onde bate, bem mais forte o coração."

gonzaguinha.

27.7.09

pequenos momentos eternos.

-
eram insólitas, com lados de luz.
tinham um jeito manso de chegar, como se pisassem em nuvens.
mas dava pra sentir tanta tanta tanta energia.
e ela ficava assim: infinitamente lambuzada de emoções diversificadas.




"portas e janelas todos os dias escancaradas, porque era para sempre verão..."

caio fernando abreu.

24.7.09

tudo corre melhor, mais solto.

-
mas ela gosta de colecionar segredos.
coisas grandes, que ela guarda dentro de uma caixinha.
é doce, doce, extremamente doce, tão doce.
e ela fica ali, mastigando alegrias.





"assim, sem pedir, sem esperar."

caio fernando abreu.

23.7.09

o mundo é maior daqui.

-
e é pura matemática.
somar sorrisos e dividir olhares.










"é assim que me sinto: amanhecendo."

caio fernando abreu.

22.7.09

bonito de se ver.


-
esse era o seu jeito, de guardar o tempo.
ficava parado e tudo ao seu redor girava girava girava.
era pra levar dentro, tudo o que fazia parte demais.




"alguns dizem que há castelos pelo caminho."

caio fernando abreu.

21.7.09

um mundo inteiro de ís.


inexplicável incomparável inquientante intenso implícito inigualável incrível imenso intrínseco instigante interessante iluminado inebriante incalculável impressionante insubstituível importante inteligente incontestável impróprio interligado inesgotável incessante indivisível íntimo reticências

20.7.09

era apenas perfeito.

-
desamarrou o laço e tirou a tampa.
ficou na ponta dos pés pra olhar lá dentro.
e foi muito muito muito bonito. ela tinha ganhado um segredo.










"foi um dia tão bonito ontem,
mas repito,
foi um dia tão bonito ontem."

caio fernando abreu.

18.7.09

enfeitiçando estrelas.

"calmarias em dias tropicais: inverno e pôr-do-sol ao amanhecer."

caio fernando abreu.










-
agora é assim.
todas as noites são ansiosamente esperadas.
porque depois, ela amanhece por dentro.

17.7.09

tesouros escondidos pelos cantos.


-
acordou.
o coração batia acelerado.
porque hoje, ela levantou de braços abertos.
para abraçar o mundo.
pequenas extravagâncias. grandes magias.

16.7.09

suspiro, então.

"gosto de plátanos, gosto de folhas. gosto de tudo o que ameaça morrer e de repente se levanta, mais vivo ainda, surpreendendo a todos."

caio fernando abreu.








-
mas é que no céu dela, as nuvens eram de algodão doce.
e ela se lambuzava.
gosto tanto desse jeito de ver as coisas.

mas é azul à minha volta.

-
e foi tudo feito música.
daquelas feitas para o ouvido.
bonita de sentir. sutil de se ver. de dar calafrios de sentir.
um caminho de bemol, sustenidos e oitavadas.
coisas que acontececiam no compasso da delicadeza.
assim, sem pressa alguma. iam flutuando.
tão completo. tão.



"é agora que quero dividir maças, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena."

caio fernando abreu.

15.7.09

a n i v e r s á r i o.

-
final de uma primavera. começo de outra.
exponho meu mundo, sem pudor. colorido.
todos os abraços e beijos, diversificados.
e uma atenção no brilho de cada olhar.
afinal de contas, hoje o dia nasceu pra mim.







"...aí recebi tanto carinho que fui ficando até hoje."

caio fernando abreu.

14.7.09

o tempo é só uma questão de cor, não é?

"por que não se render ao avanço natural das coisas, sem procurar definições? como uma primavera, em mim."

caio fernando abreu.









-
já aprendi com as primaveras, a me deixar levar.
fecho os olhos, abro os braços e flui. barquinho na correnteza.

em nossos abraços, em seus sorrisos largos.

-
mas ela sabia todas essas interessâncias.
era só fechar os olhos.
todas as noites, subia as escadas. e ia para o céu.
e via o que era mais bonito acontecer: todas as esperanças amanhecendo.
coisas que, só ela sabia.
coisas que a faziam mais bonita.



"...ela sorriu, então um dos cantos da boca ergueu-se fazendo subir também uma das sobrancelhas, enquanto o olho quase fechava, embora brilhasse mais intenso assim, por entre as pálpebras meio inchadas, quase invisível. tinha um pouco de criança quando sorria desse jeito. e de demônio. demônio astuto..."

caio fernando abreu.

13.7.09

nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar.


-
fechou os olhos, fazia tanto bem.
era algo como, um novelo de paz desenrolando por dentro.
de um lado, ele. de braços abertos.
protegendo aquela coisa toda linda.
havia ali, uma estranha e secreta harmonia.
e em cada espuma daquele balanço, se fazia nova.
uma alegria feita de g r ã o s.
daí, percebeu.
que, cada suspiro, servia pra aumentar ainda mais a força daquela primavera.

6.7.09

é quando fala o íntimo.


"acontecem coisas estranhas quando estou num espaço muito amplo. uma vontade de voar, parece que bastaria abrir os braços para fundir-me com o céu. ao mesmo tempo, dá vontade também de ficar na terra, e viver, viver muito, com todas as miudezas do cotidiano. impressão de ser maior que tudo, sensação de força, certeza de vitória, vitória tão certa e fácil como as coisas da natureza que se mostram ali. e também uma grande humildade, consciência de ser ínfimo em relação ao azul-azul do céu, ao azul-em-cor do rio. procuro palavra para definir o que sinto e não encontro. talvez elas nem sequer existam, talvez seja apenas um fluxo mais forte de vida abrindo os sentidos, embrutecendo o raciocínio".


caio fernando abreu.


-
era tão transparente, que pudia se ver a delicadeza através da moldura.

hora da estrela.

-
naquela noite, todas as suas palavras resolveram andar de mãos dadas.
e era por isso que ele achava que os olhos dela clareavam.
é que ao redor, só se pudia ver o brilho.







"sorriu. os dentes muito claros. punhalada de luz."

caio fernando abreu.

4.7.09

cheio de pontos dourados nas pupilas.



-
ela também gostava muito.
se entregava a sorte assim, de olhos fechados.

3.7.09

tão simples, tão clássico.


"o belo fica ainda mais belo, quando também é forte? pois é."

caio fernando abreu.


-
ela gostava de ver a vida a pé.
ainda mais quando ia de mãos dadas.

aquela carga embrutecendo.


-
mas era um processo interessante. pertubador.
avançava tão rápido, que já tinha culminado no ápice.
de uma maneira tão seca, que havia atingido o nível das imagens.
as cores haviam se perdido. aquele lugar era sombrio, nublado.
e o que restava, aparentemente, era uma espécie de loucura.
uma coisa qualquer que definhava.
e que ninguém poderia jamais imaginar aonde iria terminar.

e a menina que observava a tudo, através da greta, cada vez mais se assustava.

queria dançar sobre os canteiros.


"gold lions gonna tell me where the light is,"

-
e ilustra tão bem. tão.
God!

2.7.09

te mando retalhos de felicidade.

"o céu está cada vez mais claro. alguns pássaros começam a cantar. tenho vontade de cantar também. um canto feito de palavras, não como o antigo. 'daqui a pouco vai amanhecer. há um vago cheiro de mar solto nas ruas...'"

caio fernando abreu.


-
e tá tudo tão completo, que preenche o ser.
os tons variam entre a delicadeza e a sutileza.
as formas, entre o imponente e o encantador.
instigante, beibe.
e a menina, aumentava cada vez mais a sua paleta de cores.




"então uma canção brotou do fim de mim, e eu cantei..."

caio fernando abreu.

30.6.09

um, descanso na loucura.


-
o útil, intensifica.
me entrego e, flui.

29.6.09

mas, qualquer outra coisa assim.


-
as vezes, meus dias vão de par em par.
mesmo que eu seja ímpar.