26.9.10

e, como se sabe, para sempre não acaba nunca.









às vezes, quando tenho uma tristeza, 
a lua me namora mais de perto.

 

 

 

 

 

 

 

"a prova de que estou recuperando a saúde mental, é que estou cada minuto mais permissiva: eu me permito mais liberdade e mais experiências. e aceito o acaso. anseio pelo que ainda não experimentei. maior espaço psíquico. estou felizmente mais doida."


Clarice Lispector

 

14.9.10

quero entender um pouco.








ficar de coração leve é vida.








"às vezes, eu vejo até o riso contido do que não tem coragem de rir."




19.8.10

as coisas mais incríveis acontecem lá no fundo.





abriu as janelas e as portas também. 
deixou a luz entrar 
e lavar tudo aquilo que andava frio demais. 
é que agora, 
ela não queria mais guardar.










é tempo de meio silêncio.





16.8.10

ir ao começo das coisas já é chegar ao fundo.







vai menina, levanta. 
sacode a poeira e abre os abraços. 
depois?

depois é sei lá.





e no rosto, um buquê de sorrisos.





5.8.10

com a calma e a clareza que tem.









para ser livre, é preciso amar o vazio.
 é que o espaço da liberdade é a ausência de certezas.








e um ar vitorioso de quem recupera sorrisos no final.

3.8.10

até florir de novo.






por dentro, era feito estrela que explodia no ar.
deixa brilhar.





2.8.10

Era como se os olhos quisessem segurar a lindeza do instante um bocadinho.

“ela é uma moça de poses delicadas, 
sorrisos discretos e olhar misterioso.
 ela tem cara de menina mimada, 
um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, 
um jeito encantado de ser, um toque de intuição 
e um tom de doçura. 
ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, 
uma solidão de artista e um ar sensato de cientista. 
ela é intensa e tem mania de sentir por completo, 
de amar por completo e de ser por completo. 
dentro dela tem um coração bobo, 
que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. 
ela tem aquele gosto doce de menina romântica 
e aquele gosto ácido de mulher moderna.”
Caio Fernando Abreu

28.7.10

somos assim, sonhamos o vôo.




foca e sente, laura,
que a vida é sagaz e gosta de jogar.
às vezes, laura, o jeito mais bonito de continuar é parar.



17.7.10

que, o que o você sente é único.








tudo é uma questão do ângulo 
que você enxarga além de.




13.7.10

feito coisa feita.






das lições que a vida dá, aprendeu a mais bonita: 
o que de dentro fora se vê, renova certezas.


12.7.10

a gente se orgulha por ser capaz de viver com mais leveza.





ao lado do tempo, 
aprendeu a plantar felicidade.
agora, cercada de pequenas alegrias,
recuperava sorrisos.



25.6.10

descansar num cafuné.









algumas notas só calam












 .









17.6.10

apenas me desenrolar

 

fechou os olhos. abriu os braços, bem equilibrados.
respirou fundo. segurou um pouco ar. e se deixou.
naquele momento, ela descobriu como era voar.

 

 

3.6.10

pois eu quero mais dessa maluquice.



dedos em v. tocava estrelas. 
o que tá de sobra, a gente guarda na manga. 
porque dentro, a gente guarda só o que faz sorrir.







22.5.10

sorte minha que nasci assim: vim ao mundo para sentir.



ficava ali, entre livros, sonhos, fotos, histórias, papeis e lembranças. 
soprou o pó que cobria aquilo tudo. 
ela tinha encontrado mais um de seus pedaços. 
e fez-se inteira um pouco mais. 
tudo o que queria agora, era desconstruir certezas.


6.5.10

e se enxergar por inteiro.




mas escuta, laura: o que de superfície vivo está, tristeza por demais tem em instante oco nada. é que o que enxerga só o quase tudo, vive satisfeito com o nada quase. aprende, laura, que o que a vida gosta de ensinar mora ali, nas entrelinhas dos dias. transformar o tempo em saudades que sabem sorrir, laura, também é fé.

deixa andar.

25.4.10

quando o transitório nos toca realmente.





os pesos, a gente vai pendurando pelas quinas de escolha. 
é que flutuar no caminho, zé, é liberdade querendo despontar.



12.4.10

o que não foi vivido perturbará.









ficou ali, de longe, observando toda aquela cena: 
ela, de tanto querer olhar direções acabou perdendo seu foco. 
e, sabe zé, monodireção é pequeninice.
o que brotou ali, 
naquela fração de tempo, 
foi uma simultaneidade de sentimentos que não cabia em palavras. 
do fio que tece diariamente, 
somente o que cabia eram sentidos sem sentido. 
compreende, zé?

5.4.10

esses caminhos que a vida tece.




cada frame de instante seu poderia ser decomposto 
em milhares de partículas intensas amanhecendo. 
o que era deveras urgente, ficou adormecido. 
é que agora, ela mora no caminho.











"Chegar ao centro, sem partir-se em mil fragmentos pelo caminho. 
Completo, total. Sem deixar pedaço algum para trás."

Caio Fernando Abreu 




 

27.3.10

pequenas faxinas arrumando cantinhos “artísticos”






e uma mente toda feita de palavras, 
que insistiam em brincar entre si.