25.6.10

descansar num cafuné.









algumas notas só calam












 .









17.6.10

apenas me desenrolar

 

fechou os olhos. abriu os braços, bem equilibrados.
respirou fundo. segurou um pouco ar. e se deixou.
naquele momento, ela descobriu como era voar.

 

 

3.6.10

pois eu quero mais dessa maluquice.



dedos em v. tocava estrelas. 
o que tá de sobra, a gente guarda na manga. 
porque dentro, a gente guarda só o que faz sorrir.







22.5.10

sorte minha que nasci assim: vim ao mundo para sentir.



ficava ali, entre livros, sonhos, fotos, histórias, papeis e lembranças. 
soprou o pó que cobria aquilo tudo. 
ela tinha encontrado mais um de seus pedaços. 
e fez-se inteira um pouco mais. 
tudo o que queria agora, era desconstruir certezas.


6.5.10

e se enxergar por inteiro.




mas escuta, laura: o que de superfície vivo está, tristeza por demais tem em instante oco nada. é que o que enxerga só o quase tudo, vive satisfeito com o nada quase. aprende, laura, que o que a vida gosta de ensinar mora ali, nas entrelinhas dos dias. transformar o tempo em saudades que sabem sorrir, laura, também é fé.

deixa andar.

25.4.10

quando o transitório nos toca realmente.





os pesos, a gente vai pendurando pelas quinas de escolha. 
é que flutuar no caminho, zé, é liberdade querendo despontar.



12.4.10

o que não foi vivido perturbará.









ficou ali, de longe, observando toda aquela cena: 
ela, de tanto querer olhar direções acabou perdendo seu foco. 
e, sabe zé, monodireção é pequeninice.
o que brotou ali, 
naquela fração de tempo, 
foi uma simultaneidade de sentimentos que não cabia em palavras. 
do fio que tece diariamente, 
somente o que cabia eram sentidos sem sentido. 
compreende, zé?

5.4.10

esses caminhos que a vida tece.




cada frame de instante seu poderia ser decomposto 
em milhares de partículas intensas amanhecendo. 
o que era deveras urgente, ficou adormecido. 
é que agora, ela mora no caminho.











"Chegar ao centro, sem partir-se em mil fragmentos pelo caminho. 
Completo, total. Sem deixar pedaço algum para trás."

Caio Fernando Abreu 




 

27.3.10

pequenas faxinas arrumando cantinhos “artísticos”






e uma mente toda feita de palavras, 
que insistiam em brincar entre si.




21.3.10

"a gente precisa é saber criar espaço"



para a falta de tempo, gargalhada.
para as lágrimas, abraço.
para a dúvida, amigos.
para o cansaço, sorriso de filha.
para o desejo, seus braços.
para alegrias, pequenos cuidados.
para os caminhos, todos os passos.
para a vida, todos os traços.

porque a perfeição, é um vôo.
e a felicidade, expansiva.







7.3.10

um prazer quase indecente em estar vivo.






aprendeu a dança do tempo 
e atrás do pensamento, fez morada.


28.2.10

seu ser de cada dia.







daquelas coisas que se aprende e leva no bolso, 
esquerdo.
liberdade, beibe, liberdade é amiga do tempo.






27.2.10

fogo, pimenta, alho, ervas,







por ser mar fez dela um cais, 
 onde ancorava doces mistérios.







24.2.10

a paz de estar.






mergulhava em cada centímetro daquele azul-querer-sem-ter-fim,
era assim quando se sentia um pouco mar.
traçava horizontes pela janela para ver o quanto podia esticar,
era assim quando soltava bolhas de pensamento.
mas naquele agora, só uma bolha rompeu brisa e deixou no ar o que de mais leve tinha:
hoje, sou muito mais árvore.




20.2.10

amanhã era amanhã.






levava com ela a estranha mania de sempre continuar a florir. 
gostava de cultivar jardins.





16.2.10

compartilhado.







e quando faltam palavras, 
jogo com olhares.




14.2.10

toda essa simbiose.






todos os dias ele sentava no mesmo banco, 
pensando que o acontecia ali era verão.
a certeza habitava cada centimetro de coração.
o que ele não sabia, 
era que o olho dele seguia sempre para a mesma direção.
e que ali, era sempre outono.
mas um dia, 
naquele mesmo banco, 
seus olhos piscaram diferente. 
e ele olhou em outra direção.
e descobriu que depois de cada outono, 
sim, 
o que acontecia era verão.






11.2.10

traçar com os olhos.






quando tempo vira coisa rara, a gente gosta de cada fração: 
esse é o jeito mais bonito de descobrir o quanto de significado cabe no valor.





9.2.10

"o que é só caminho, o que é lugar pra morar."







foi caminhando nas horas que aprendeu a costurar instantes no verbo fazer.
resolveu construir ampulhetas e salvar agoras. 
vez ou outra, trocava o lado e, 
pu la va segundos.
mas quando queria p.a.r.a.r: fechava os olhos e guardava o momento. 
é que o tempo, passa ligeiro e não manda lembranças.




8.2.10

minha sede é clara.






leva com ela marcas do tempo, 
à prova de para sempres. 
mas acontece que agora queria fazer a maquiagem de outros jeitos, 
usando outros tons. 
hoje, passou nos olhos pó de sim, 
parou 
e ficou ali, 
olhando além da janela.